Resenha :: A Vez da Minha Vida

Postado por | 8:30 AM


“A vida tem um jeito de conseguir o que quer
 quando realmente sabe o que quer.”

Já pensou em encontrar sua Vida cara a cara? Já pensou se ela fosse uma pessoa? Não do tipo meloso “Amor, você é minha vida” (pausa para vomitar ), mas uma pessoa que representa como a sua vida é, como ela está? Se você não pensou não se preocupe, a Cecelia Ahern pensou e escreveu um livro com isso!

Para ficar mais fácil de compreender, digamos que a sua vida seja uma vida maravilhosa, então ela teria a aparência de um cara lindo, de tirar o fôlego e tal; e se fosse uma vida ruim seria um cara feinho, com acne, manchas na pele, gordura localizada... Talvez sem nenhum dente sequer se a sua Vida estiver numa fase beeeem ruinzinha .

Pensando bem, isso é um pouco preocupante, estou com medo de achar que minha vida é bela e ela aparecer na minha frente parecendo que foi atropelada por um caminhão (duas vezes ). Melhor parar de pensar nisso, né? Vamos focar na vida alheia, ou melhor, na vida da Lucy. (Só na dela, ok? Não estou incentivando a fofoca aqui ).

Amo a Vida da Lucy, não o jeito de viver da protagonista, mas o personagem Vida, deu pra entender? Para ajudar, a partir de agora vou chamar a Vida dela de Cosmo (ideia da Vida, não minha), ok? E o Cosmo é um cara (sim, é um homem, tenha a mente aberta!) bem judiado pela Lucy, por causa das mentiras, das más escolhas dela; por ela ser do tipo que empurra a vida com a barriga.

Mas ela nem sempre foi assim. Tudo começou a desandar quando o relacionamento de cinco anos que ela tinha com o seu ex, Blake, terminou e ela começou a mentir. A primeira mentira foi incentivada pelo Blake (leia o livro para entender), e para sustentar essa mentira ela foi contando outras, e para sustentar essas outras ela foi mentindo cada vez mais, e desse modo, sua vida se baseava em uma bola de neve de mentiras que estava rolando ladeira abaixo levando a sua felicidade junto.

Nessa ladeira, depois de quase três anos mentindo às pencas: ela evitava a família; fugia ou não era muito verdadeira com os amigos; não ligava muito para o seu trabalho, era só algo para ter como pagar as contas; morava em um cubículo com os seus vestidos como cortina; adotou um gato “hermafrodita” (mais gato menino que gata menina fisicamente, mas mais gata menina psicologicamente, eu acho ), o Senhor Pan; tinha um carro (Sebastian) que era uma risco para a sua vida; e ainda pensava no Blake (muito!). E não fazia nada para lidar com isso, até o Cosmo aparecer.
"- Suponha que você tivesse um amigo, que sempre a apoiasse e você sempre o apoiasse, mas ele não está mais tão presente na sua vida quanto costumava estar, [...] ele se afasta de você cada vez mais, não importa o quanto você tente alcançá-lo. [...] Ele anda tão ocupado com seu trabalho, com seus amigos e com seu carro! Como você se sentiria? 
- Veja, suponho que você esteja se referindo a mim nessa hipótese, mas isso é ridículo. [...] Eu nunca trataria um amigo assim.

- Mas você faria isso com sua vida."
O Cosmo não apareceu do nada, ele é um funcionário que trabalha na “Agência Vida”, que objetiva colocar a vida das pessoas nos eixos, as ajudando a dar mais atenção às suas vidas. E para ajudar Lucy, Cosmo marca um encontro (precisou de muita insistência), depois outro (precisou de mais insistência ainda) e por fim, vai morar com a Lucy, vai com ela para o trabalho... Enfim, vira a sombra (nada muda) dela.

Engano seu se acha que o Cosmo é todo polido para lidar com a nossa protagonista, ele implica e discute com ela, pega no pé, puxa a orelha, desmente ela na frente das pessoas... Ele vira um auditor do cotidiano da Lucy, aponta os erros e a ajuda (do seu jeito) a corrigi-los. 
"- O que você está aqui para corrigir? 
- Não sei, é uma cirurgia exploratória. Eu examino todas as áreas e vejo qual é o problema.

- Então, você é o endoscópio retal.
Ele fez uma careta.
- Mais uma vez estamos tendo problemas de metáforas."
Mas ele total razão em ser implicante, né? É a Lucy que toma as decisões e é ele quem sofre as consequências! Já pensou se tudo o que você faz de bom e de ruim fosse refletido em uma pessoa? Então, no caso da Lucy é tudo refletido no Cosmo. A aparência, a saúde e o humor dele são consequências das atitudes da Senhorita Silchester. E ele é o melhor personagem de longe; com um humor meio sarcástico, ácido e negro, sabe? Na boa, a Vida da Lucy (Cosmo) é uma pessoa apaixonante. #VidaTeAmo .
Falando em pessoa apaixonante, o Don também é. Ele é o número errado que é o certo para causar suspiros. #DonTeAmoTambem  (Mas amo mais o Cosmo, óbvio).

Enfim, você deve ter percebido que A Vez da Minha Vida é um livro divertido e reflexivo ao mesmo tempo, que nos faz dar boas risadas e refletir como estamos tratando a nossa vida. Então o leia, o ame, e pense: Como anda a minha vida? Como ela pode melhorar? Será que ela precisa mais de mim?
“Enquanto você está por aí, sua vida também está. Assim como você derrama amor, carinho e atenção sobre seu marido, sua esposa, seus pais, filhos e amigos que o cercam, tem que fazê-lo igualmente com sua vida, porque ela é sua, é você, e está sempre lá dando força para você, torcendo por você, mesmo quando você se sente fraco.”
Nota: 


Ficha Técnica
A Vez da Minha Vida 
E se você tivesse a chance de mudar a sua vida?

Ano: 2012 / Páginas: 384
Idioma: Português
Editora: Novo Conceito
Sinopse (Skoob)
           Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida — e ela terá de cumpri-lo.
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