Resenha :: A Revolução dos Bichos

Postado por | 10:33 AM Deixe seu Comentário

“Fortes ou fracos, espertos ou simplórios, somos todos irmãos.”
  
Por Sara Zache

A Revolução dos Bichos é uma obra famosa do escritor inglês George Orwell, que foi escrita no final de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, e a história de maneira simples, mas sátira, conta a vida em um fazenda, como objetivo e foco nos os animais devem ser propriedade do dono da fazenda, e consequentemente gerar lucro para o mesmo. Cansados disso, os animais decidem tomar a Granja Solar para si, expulsar o seu dono de lá. A obra é distópica e alegórica, sendo assim, se apropria dos animais citados com a intenção de explorar a metáfora para retratar sobre corrupção e fraquezas humanas, e, para poder satirizar sobre o comunismo que  existia em sua época. Distópica, porque retrata uma situação longe de se tornar utópica, um período que foi marcado pela hipocrisia, pela falta de esperança, pelas injustiças.

A cena foi bem simples no começo, os humanos perdem a fazenda para seus próprios animais, no começo a noticia parecia ser pequena e sem importância, porém os bichos mostraram que sabem defender seus direitos, e estariam dispostos a tudo, para manter a tranquilidade e a paz na Granja Solar, que agora se tornaria Granja dos Bichos, e passam a ter duas figuras na historia, que poderiam dar ideias revolucionarias, com a intenção de ajudar os demais.

Com o passar do tempo, os porcos dominavam e entendiam mais sobre as leis criadas para a granja e, contudo poderiam aplicar essas leis em cima dos outros bichos, também poderiam tirar vantagens em beneficio próprio sem que eles percebam. Novamente os porcos se pareciam cada vez mais com os humanos do que com animais de granja. Um fato curioso foi que apenas no final do livro o autor revela a cena em que os porcos estão juntos aos humanos que eles tanto desprezavam. Todos andando sobre as duas patas, e sentados a mesa, cuidando dos benefícios adquiridos.

O livro contem os apêndices escritos pelo autor, e relata o como foi a experiência que Orwell teve de sua obra ser negada em diversas editoras, porque a obra causa desconforto por sintetizar a ditadura stalinista em uma espoca onde os soviéticos se tornaram alinhados ao Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. Com o termino da Guerra Fria o livro foi amplamente usado no Ocidente como ferramenta para combater o Comunismo. Segundo o autor, ele se declara como um socialista democrático, e inimigo de qualquer forma de manipulação política. Portanto o seu livro estava sendo usado como um panfleto, para gerar resultados positivos.
“Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros”.

Nota ::   

Informações Técnicas do livro

A Revolução dos Bichos
Ano: 2007
Páginas: 152
Sinopse (Skoob):
Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, 'A Revolução dos Bichos' é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stalin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, a obra passou a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell repetiria o mesmo gesto anos mais tarde com seu outro romance 1984, finalizado-o às pressas à beira da morte para que o mesmo service de alerta ao ocidente sobre o horrores do totalitarismo comunista.
É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária  capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.


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