Endgame

Postado por | 11:51 AM

 O Chamado #1






                                                                                                                                                 Sinopse (Skoob): A história começa há doze mil anos, quando seres poderosos desceram
 do céu entre fumaça e fogo e criaram a humanidade, deixando-nos regras segundo as quais viver. Precisavam de ouro, e, para extraí-lo, instalaram aqui as doze linhagens que deram origem às nossas antigas civilizações. Quando conseguiram o que queriam, foram embora. Mas avisaram que um dia retornariam e que, quando isso acontecesse, seria para o Jogo. O Jogo que determinaria nosso futuro. Os Jogadores terão que achar três chaves, que estão espalhadas pelo planeta. Quem achá-las primeiro ganha. "Endgame: O Chamado" acompanha a busca dos doze Jogadores pela primeira chave. O livro contém um enigma. Um enigma que convida o leitor a jogar seu próprio Endgame. Quem encontrar a solução primeiro ganhará uma mala cheia de ouro. Em adição ao enigma estará disponível um jogo on-line revolucionário desenvolvido pela Niantic Labs, empresa associada ao Google e responsável também pelo jogo Ingress.




Ficha Técnica 

Endgame
O Chamado



Ano: 2014 / Páginas: 504
Idioma: português 
Editora: Intrínseca

Endgame é um jogo de morte, a milhares de anos 12 linhagens preparam  seus jogadores para o chamado, para o dia que  seres poderosos irão mandar os sinais para tudo começar, desses 12, apenas um pode vencer e herdar a terra, os outros e toda a linhagem que descendem serão dizimados, eles recebem pistas para encontrar as três chaves que determinam quem será o vencedor, sem regras eles tentarão matar uns aos outros.
Sei que a primeira vista parece Jogos Vorazes só que mais amplo e sem os holofotes (não é nada televisionado), e um pouco mais de mortes, mas o que o Endgame trás de diferença e que eu gostei é os pontos de vistas de vários jogadores, a diversidade cultural dos personagens de vários lugares do mundo, e podemos acompanhar as diferenças entre eles, de pensar, de agir, eles carregam uma bagagem de conhecimento enorme do que está se passando, eles passaram a vida treinando para isso e antes deles, os pais, os avós e assim sucessivamente, pois, só são aptos a jogar adolescentes de 13 a 20 anos, quando passam dessa fase e o endgame não vem, outros da linhagem se tornam jogadores, isso é um ciclo que ocorre a milhares de anos, mesmo achando que não vai ocorrer na sua época, nenhum provável jogador deixa de se preparar da forma mais brutal possível, são assassinos treinados, formados em várias áreas na arte de matar.
Apesar dos pontos de vistas (terceira pessoa) diversificados temos principalmente a de três personagens:  Sarah (Americana) e Jago (Peruano) e não com tanta frequência como dos dois primeiros a muda Chiyoko (Japonesa), dos três com certeza a minha favorita é a ultima, é a mais inteligente e mortal entre os jogadores, não chega a ser uma pessoa má, mas faz o que é necessário,é calculista, essa jogadora da linhagem Mu foi a que chegou mais perto de uma torcida que eu conseguir fazer no livro, Jago eu achei um personagem legal, aparentemente diferente das descrições dos personagens protagonistas, logo na sua apresentação ele é descrito como feio, não que isso faça diferença na hora de se apegar a ele, ele trás um humor bom pra história,  já Sarah é bonita e perfeita e amada por todos e é chata, e ainda tinha a parte de um ex namorado não jogador dela que decidiu que poderia a ajudar, um mala, claro que ela melhorou bastante lá para o final do livro e fez algo que ganhou o meu respeito no fim, mas não conseguir torcer 100% por ela.
No geral Endgame se trata de um livro bom, tive dificuldade de sentir aquela emoção com o livro, lendo outras resenhas vi que muitos acharam o livro meio sanguinário, não achei, já li livros bem mais cheios de detalhes de morte do que ele, não sei se sou muito sem coração, mas estava agoniada porque não morria mais ninguém depois do primeiro, eu realmente ficava frustrada ... tipo “agora morre”... “vai, agora morre”... “já tá na hora”... “por favor uma mortezinha!” Morria um bando de desconhecidos, mas os jogadores que era bom demorava horrores... Estava me aborrecendo. Bom, agora com certeza acho que tenho coração de pedra L  Achei que teve alianças sem sentido entre jogadores (ai invés de se matarem) algumas que ainda estou tentando entender, e alguns personagens tão maus que li e virava as paginas agoniada imaginando que logo, logo iam morrer de forma bem cruel, como o pequeno psicopata Baitsakhan e em alguns momentos o louco do An Liu (apesar de não odiar esse pequeno terrorista o tempo todo, fiquei com pena dele em algumas partes, mas ele explodia alguém e a pena passava), eu também gostaria que tivesse mais espaço para outros personagens como a Alice e Shari.
Tenho que dar espaço aqui para falar da edição, muito linda, adorei o brilho na capa, é de um dourado muito legal, e as ilustrações no meio do livro principalmente de enigmas, muito fantástico, parabéns a editora, mas estou balanceada o quanto eu gostei do livro, estou chateada com o final, teve uma parte meio obvia que eu só fiz revirar os olhos mais aceitei, mas criei um rancor de uma coisa a mais que aconteceu no final dele, rancor profundo demais, quando passar, eu continuo a trilogia, mas por enquanto vou ficar remoendo isso por muito e muito tempo. Mas rancores à parte, eu indico a leitura. Leiam!

               Nota: 
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