Chick-litizando a Tristeza (Parte 1)

Postado por | 8:25 AM Deixe seu Comentário



 “Mas às vezes precisamos ter coragem. Às vezes, precisamos mostrar às pessoas o que é importante na vida.” (Fiquei com o seu Número)
Sabe quando a sua vida está um porre? Quando você está tão para baixo que até sete palmos abaixo da terra não parece fundo o suficiente? Quando você com uma raiva tão grande que mais um pouco poderia explodir alguém com a força da mente? Ou quando está tão triste que você só quer ficar na cama chorando em vez de enfrentar o que quer que esteja te esperando no mundo lá fora? Então, todos ficam assim, às vezes, né? Todos ficamos para baixo, todos ficamos com raiva, todos ficamos tristes. A questão é: O que você faz quando fica assim?
Conheço pessoas que descontam as frustações na comida (principalmente em chocolate); outras que leem livros bem sanguinários, como Guerra dos Tronos ou Battle Royale, com muitas mortes e muito sangue, porque se acalmam um pouco com a infelicidade alheia e tal; outras que leem livros tristes para chorar e colocar a tristeza para fora... Quando eu fico assim, triste, ou com raiva, ou quando a faculdade me estressa, eu leio chick-lits para melhorar, porque são leves, me fazem rir; são como uma base de apoio que me ajuda a seguir em frente sem me distrair muito, sem me tirar o foco, mas que me deixa sempre rindo ou com um sorriso besta no rosto.
Caso não saiba, Chick-lit é um gênero literário voltado principalmente para mulheres, muitos até chamam de “literatura de mulherzinha”, mas eu considero esse gênero mais que isso. Chick-lits são praticamente comédias românticas, apresentando uma narração leve e fluida, um enredo vivo, de fácil compreensão, além de ser, é claro, engraçado, apaixonante e carismático. Chick-lits são puro amor e se alguém não concordar nem quero saber dessa pessoa como amiga.
Então, para falar desse gênero que amo tanto, resolvi fazer um especial em várias partes (não sei exatamente quantas ainda), para indicar alguns chick-lits que já li e que ajudaram no meu ânimo (e que espero que ajudem no seu também). Hoje vou falar de três estrangeiros e na próxima parte falo de nacionais (tem alguns muito bons na nossa terrinha também).

Para começar com chave de ouro, te indico um dos meus chick-lits favoritos, o livro Fiquei com o Seu Número da autora diva Sophie Kinsella. Acho que esse é um dos livros que mais me fizeram rir na vida. Nele a protagonista, Poppy Wyat, é uma fisioterapeuta que está prestes a se casar com o “cara perfeito” (ou talvez não seja tão perfeito assim) e está super feliz, com os olhinhos brilhando, vendo arco-íris em toda parte... Maaas em um certo dia ela perde o anel de noivado (um anel caro que é da família do noivo, Magnus, há gerações) e para piorar um serzinho rouba o seu tão amado celular. E agora como alguém poderá avisar se encontrar o anel? Bate o desespero até que ela acaba encontrando um celular abandonado. Presente dos céus! Perfeito! Agora ela tem um número para receber notícias do seu valioso anel! Porém o celular tem dono, o executivo Sam Roxton, que tudo o que menos precisa nesse momento é de alguém fuxicando suas mensagens e e-mails; além desse alguém querer se intrometer onde não é chamado.
A Poppy faz um acordo com o Sam e fica temporariamente com o celular, até encontrar o anel, porque é claro que ela não conta para o noivo que o perdeu, e precisa do celular caso alguém o ache. O que não fazia parte do acordo é ela e o senhor executivo acabam se aproximando, se ajudando, e surpresas e revelações podem mudar o futuro que ela considerava certo. 
“E não importa. Seja lá quem fosse, quer eu conhecesse ou não, se eu pudesse ajudar de alguma forma, eu ajudaria. O que quero dizer é, se você pode ajudar, tem que ajudar. Não acha?” (Fiquei com o seu Número)


Como segunda indicação está um livro que me surpreendeu bastante, Tamanho 42 Não é Gorda (não julgue pelo nome!), primeiro livro da série Mistérios de Heather Wells da autora super mega conhecida Meg Cabot. Quando o vi pela primeira vez achei que seria um livro com uma protagonista fazendo drama durante o livro inteiro sobre o seu peso, mas eu estava enganada, porque ele é cheio de mistério, investigação e um certo suspense. A protagonista Heather Wells era uma cantora pop adolescente de muito sucesso, mas chegou ao fundo do poço e teve que recomeçar após o fim da carreira e de um relacionamento com um cara que acha o último chocolate do mundo (Jason) e de ser roubada pela própria mãe.
Ela começa a trabalhar como inspetora em um alojamento e se muda para o prédio de Cooper, irmão do seu ex, com quem tem certas fantasias românticas (mas ele nem parece ligar para ela). Tudo está indo bem até que duas estudantes do alojamento em que é inspetora morrem de forma estranha e a Heather, serzinho desconfiado, inicia uma investigação por conta própria e a partir daí coisas estranhas e hilárias acontecem até o mistério ser resolvido.
“Então siga em frente e siga o seu caminho. Desde o início, do passado. Ninguém sabe o que, ninguém pode saber. Porque quando a gente começa está sempre sozinho. Mas se você der bastante passos... Algum dia você chega em casa.” (Tamanho 42 Não é Gorda)


Como terceira indicação está um chick-lit protagonizado por um homem (ou seja, um lad-lit), o livro O Projeto Rosie, do autor Graeme Simsion (essa obra tem uma continuação, o livro O Efeito Rosie). O protagonista Don Tillman me lembra muito o Sheldon da série The Big Bang Theory. Ele é um professor de genética, que planeja tudo e é obcecado em utilizar o tempo da melhor maneira possível, seguindo um cronograma. Ele acha que consegue resolver tudo com lógica, de um modo mais científico. Só uma coisa ele não resolve muito facilmente, seu relacionamento com mulheres. Então para conseguir uma esposa ele cria O Projeto Esposa que tem um questionário para encontrar a mulher ideal (com questões bem específicas e pouco flexíveis). Mas no seu planejamento ele não pensou que conheceria Rosie, uma mulher que não se encaixa na mulher ideal que ele procura, mas que vai fazer o Don descobrir que nem tudo o que ele quer na sua mulher ideal é o que ele precisa, e que o amor não pode ser planejado. 
“Se você realmente ama uma pessoa, deve estar preparado para aceitá-la como ela é. Você pode até esperar que um dia ela acorde e faça aquelas mudanças, mas pelos próprios motivos dela.” (O Projeto Rosie)


Essas foram as minhas três primeiras indicações de chick-lits, espero que leia e goste, e que esses livros te façam tão bem quanto fizeram para mim, além, é claro, que te façam rir muitooooo e jogar a tristeza para longe. Até! 
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